Reportagem do programa do país vizinho “Informe Robinson” do Canal +.

1ª PARTE

2ª PARTE

Alguns destaques:

Nunca foi tradutor”, garante Manuel Fernandes, actual treinador do Setúbal, que teve Mourinho como adjunto quando este tinha 26 anos. “Dolor de corno”, acrescenta Félix Mourinho. Treinadores com passado e presente em Setúbal, concordam com as qualidades sempre demonstradas pelo português.

Quando Louis Van Gaal chegou a Barcelona, para substituir Bobby Robson, despediu todos os adjuntos menos um: “José fica porque não me diz o que quero ouvir, diz-me o que pensa”. “Para o contrariar e ficar, tinha de ser bom”, conta Luís Henrique, ex-jogador do Real Madrid e do “Barça”, ao tempo da chegada de Bobby Robson, que foi do Porto para a cidade Condal, levando Mourinho na equipa técnica que já o acompanhava desde a passagem pelo Sporting.

O tipo porreiro, que defende os jogadores nas conferências de Imprensa, antes e depois dos jogos, é diferente na intimidade do vestiário. “No balneário sou muito directo. Não tenho problemas em dizer: a culpa da derrota foi tua”, revelou Mourinho. “Lá fora, perco só eu. Lá dentro, perdemos todos”, acrescentou.

O documentário conta ainda alguns episódios pouco conhecidos da história de Mourinho. Desde a forma como provocou os líderes do Chelsea, Terry e Lampard, para resolver de vez o atrito entre ambos, à maneira como conseguiu iludir um castigo para ir dar a táctica no intervalo num jogo da “Champions”. Entrar foi fácil, todos os olhos estavam no relvado, sair requereu estratagemas de filme de espiões: deixou o balneário entre toalhas, escondido num carrinho de roupa suja.

Contou o que disse a Pep Guardiola, quando Tiago Motta foi expulso na meia-final com o Barcelona, em Camp Nou. “Pela festa que vi no banco do Barcelona, parecia que o jogo estava ganho, tinha acabado. Disse a Pep, pensas que é fácil, mas ainda não ganhaste. Não terminou”, revelou Mourinho.

in JN

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