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Jorge Gonçalves assume corromper árbitros

O antigo presidente do Sporting Clube de Portugal, assumiu em declarações à BOLA ter corrompido árbitros durante o período em que liderou os leões.

«PAGUEI A ÁRBITROS PARA FAVORECEREM O SPORTING COMO PAGARAM OS DIRIGENTES DE QUASE TODOS OS CLUBES E SITUAÇÕES HOUVE EM QUE O ADVERSÁRIO PAGOU MAIS DO QUE EU».

in A bola magazine, n.º128/Janeiro de 1998

João Rodrigues escolhia árbitros para o SLB

Esta semana João Rodrigues, ex-presidente da FPF exibiu com orgulho o pin do SL Benfica, clube do seu coração, num programa de desporto da TVI24. Foi o pretexto ideal para recordar o seu envolvimento no processo Apito Dourado.

Os árbitros para o Benfica eram combinados com João Rodrigues, ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e conhecido benfiquista.

Pinto de Sousa telefonava regularmente àquele dirigente para que fosse ele a contactar Luís Filipe Vieira no sentido de se acertar qual o melhor árbitro para os encontros. Exemplos no processo ‘Apito Dourado’ da existência dessas conversas abundam. O que os dois diziam entre si é que não está documentado, por João Rodrigues e Luís Filipe Vieira nunca terem tido o telefone sob escuta.

José Veiga, ex-director-geral do Benfica mas ainda hoje o homem forte do futebol, foi também uma personagem central no ‘Apito Dourado’. A sua relação com Pinto de Sousa e Valentim Loureiro era aparentemente boa e os pedidos são inúmeros. Desde a resolução de situações ligadas ao Benfica até árbitros para o Estoril ou casos envolvendo a sua vida pessoal (como a situação onde foi apanhado em excesso de velocidade e que o levou e pedir a Valentim que evitasse a apreensão da sua carta de condução).

Nos inúmeros volumes do ‘Apito Dourado’ só há uma escuta telefónica onde o interveniente é Luís Filipe Vieira. Trata-se de um jogo da Taça de Portugal, onde o presidente do Benfica diz a Valentim Loureiro que quer João Ferreira como árbitro.

Os dirigentes do Sporting não foram apanhados em nenhuma escuta comprometedora.

“ELE QUER O ÁRBITRO DO BELENENSES”

Pinto de Sousa pediu a João Rodrigues para falar com Vieira a propósito da nomeação do árbitro para a meia-final da Taça de Portugal da época 2003/2004, que ia pôr em confronto o Benfica e o Belenenses. Vieira terá dito que queria o árbitro que apitara o mesmo encontro para o campeonato.

“Ele ficou doido. Quer o do Belenenses”, disse João Rodrigues a Pinto de Sousa, que lamentou a escolha: “É um bocado chato. Vão perguntar por que repito a nomeação.” João Rodrigues não desarmou: “Vai ser uma chatice […], o Benfica vai contestar isso”, respondeu, acrescentando: “O Duarte Gomes nem vê-lo… Olegários nem pensar.”

O QUE ELES DISSERAM

“Sr. presidente, está ocupado? Fala Veiga […] Era um favorzinho … Como você é muito amigo…, a ver se podia dar-lhe uma chamadinha, para ver se corre bem. […] É contra o União da Madeira, mas nunca se sabe.” José Veiga

“Nomeie o Devessa Neto que o acalma logo [Pinto de Sousa queixava-se que Vieira estava zangado].” João Rodrigues

“Eu precisava de uma ajudinha. Amanhã, ao meio-dia tenho de escolher os árbitros internacionais para a taça. […] Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse.” Pinto Sousa

“Eu vou ligar ao Luís Filipe. […] Já lhe ligo.” João Rodrigues

22/06/2007 Correio da Manha

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Apito Dourado: Benfica também pedia árbitros


ESCUTAS TELEFÓNICAS MOSTRAM UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL

Afinal, o processo Apito Dourado não apanhou apenas dirigentes de clubes do Norte a pedir árbitros para os seus jogos. Embora de forma indirecta, através de João Rodrigues, o Benfica também quis escolher os seus árbitros. Mas nenhum destes pedidos deu origem a qualquer processo, nem sequer no grande dossier relativo a uma eventual viciação da classificação dos árbitros, ainda em análise pela equipa de Maria José Morgado.

As intercepções telefónicas, que são imensas, dão conta de diversos tipo de pressão do Benfica, na época de 2003/04, no sentido de contar com árbitros do seu agrado. Aliás, até era convicção de alguns presidentes de clubes da 1.ª Liga, como era o caso de João Bartolomeu, que garantiu que foi Luís Filipe Vieira quem colocou Luís Guilherme na presidência da Comissão de Arbitragem da Liga, exercendo, por consequência, alguma influência sobre ele.

Por exemplo, João Bartolomeu, numa das suas conversas com Pinto de Sousa, diz ter a certeza que é o Luís Filipe que tem influência sobre as nomeações feitas por Luís Guilherme, com o então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF a acrescentar: “O Pinto da Costa não tem influência no Luís Guilherme.”

A propósito da nomeação de um árbitro para um jogo da U. Leiria, Bartolomeu diz que fez uma investigação que apurou que Pimenta Machado se encontrou com Luís Filipe Vieira, presumivelmente no sentido de ter Duarte Gomes como árbitro. Sobre este, Bartolomeu diz que é “um ladrão”. “O Duarte Gomes faz tudo o que o Vítor Pereira manda e o Vítor Pereira é uma das pessoas que protege o Guimarães”, desabafa Bartolomeu.

Mais informação na edição impressa de Record

Autor: EUGÉNIO QUEIRÓS
Data: Sabado, 23 Junho de 2007 – 08:10

Benfica – Marselha (20 anos depois..)

As putas pagas pelo SLB no SLB-Marselha de 1990

ANTÓNIO BORONHA escreveu no seu blog uma estória, recordando a visita do Marselha há 20 anos a trás e a sua experiência vivida no camarote da Luz e no pós-jogo, onde foi testemunha de um encontro de 1º grau entre a equipa de arbitragem, César Correia, Alder Dante, 1  FUNCIONÁRIO DO BENFICA e uma PROSTITUTA.

Conta-nos assim:

Quinta-feira, Março 11, 2010

estórias da bola quarenta e um

A propósito da partida desta noite entre o ‘benfica’ e o ‘marselha’ estou farto de ouvir gente, alguns nem nascidos eram, falar de uma outra, entre os mesmos intervenientes realizada na primavera de 1990.

Ora acontece que eu, na altura ‘presidente’ de um clube que (já) liderava isolado a ‘zona sul’ da 2ª. divisão, o ‘farense’, acabei por ter tido uma relação um pouco estranha e absolutamente casual com tudo o que se passou nessa noite, no velho ‘estádio da luz’.

Várias peças soltas e desirmanadas que se juntaram, num espaço de horas entre o início da noite e as 4 da manhã, acabando por formar um mosaico, para mim, inesquecível.

Primeiros os elementos isolados:

– por intermédio de álvaro braga júnior, hoje presidente do ‘boavista’ e à época ‘director desportivo’ do ‘farense’ – sim! a partir de finais de ’80’ o ‘farense’ tinha na sua orgânica o cargo de ‘dd’! – eu era talvez uma das poucas pessoas no país que já tinha chegado à fala com o árbitro indicado para a partida, o belga marcel langenhove;

– fui convidado para assistir ao prélio, acompanhado de um v/p do meu clube, luís baptista mais tarde presidente da ‘arbitragem’, no camarote presidencial do ‘benfica’. remeteram-nos para a zona dos não afectos às cores da casa onde desfrutei da companhia do então presidente do ‘sporting’, josé de sousa cintra, e meia dúzia de pessoas ligadas ao ‘marselha’,  elementos da embaixada de ‘frança’, julgo;

– festejei, moderadamente, o golo de vata no meio da enorme euforia que se vivia naquelas paragens, excepção feita aos ‘franciús’ e…ao zé sousa cintra que arrepanhava os (poucos) cabelos que tinha, perguntando-se, ‘como é que tinha sido possível tamanha injustiça?…a do ‘benfica’ ir à final da ‘champions’!!!;

– terminado o jogo, eu e o luís, resolvemos ir à ‘baixa’ comer qualquer coisa tendo durante o percurso ouvido no rádio do carro que o golo do ‘benfica’ tinha sido marcado com a mão, como, diziam, as imagens televisivas mostravam. foi a primeira vez que tomámos conhecimento de tal possibilidade!

– a euforia encarnada – e o paraíso cavaquista que então se vivia à custa dos dinheiros de bruxelas – tinham enchido por completo a maioria dos restaurantes da ‘baixa’ lisboeta. arrajámos lugar na ‘lagosta real’ onde quem lá estava(?) era sousa cintra (de novo) em animado convívio com o autarca mor de ‘aljezur’, na costa vicentina. (sousa cintra nunca brincava em serviço!);

Juntemos agora estes elementos soltos, num só.

Terminado o repasto e tendo jsc tratado dos ‘negócios’ que tinha a tratar zarpámos, os três, para ‘lavar a vista’ e beber um ‘whisquinho’ no, onde é que poderia ser?, ‘elefante branco’.

Quem lá estava, para além de uma enorme multidão?

A  equipa de arbitragem chefiada por langenhove, césar correia e alder dante, que os acompanhavam, e dois funcionários do ‘benfica’, sendo um deles…loura e bonitinha…

Quando me dirigi à mesa para os cumprimentar, marcel puxou-me de lado e perguntou-me:

– oiça lá, o golo foi com a mão?…

Tentando meter água na fervura, respondi-lhe que estivesse tranquilo, pois só muito depois de ter saído do estádio e ter tido conhecimento do que as imagens revelavam é que eu próprio me apercebera de tal possibilidade. daí ele poder ficar sem  qualquer peso na consciência pois se algo de irregular houvera tinha sido algo que humanamente lhe escapara, como a milhares que assistiam ao jogo no estádio.

Aproveitei ainda o momento para lhe apresentar o presidente do ‘sporting’, pessoa com quem se poderia vir a cruzar no futuro, o qual não perdeu a oportunidade para enquanto lhe apertava a mão dizer em português: ‘ vocês (árbitros) são todos iguais! sempre a gamar para o lado do ‘benfica’!

Depois desta tirada resolvi sair pela esquerda baixa e…ir para a cama. sozinho.

Posted by antonio boronha at 5:33 PM

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http://antonioboronha.blogspot.com/2010/03/estorias-da-bola-quarenta-e-um.html?zx=cd240817327ddcf0