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Entrevista – José Mourinho (tvi24 – 2010)

Entrevista realizada a José Mourinho pela TVI24 no inicio da época 2010/11.

Algumas das frases marcantes:

FC Porto

«É um clube marcante na minha carreira. É o clube fulcral da minha carreira.»

«Aqueles 2 anos foram inesquecíveis!»

«Foi mais marcante ganhar a champions pelo Porto.»

«Foi a história mais brilhante do Porto.»

Chelsea

«Era o clube odiado, era o clube a abater, era aquele que não podia ganhar.»

«Inglaterra é o país por excelência do futebol. É onde quero passar muito tempo.»

Inter

«Não eramos os melhores»

«Era um grupo frustrado»

«Eram jogadores fantásticos que nunca tinham  jogado umas meias-finais da champions.»

«O Barcelona é a melhor equipa do mundo!»

«O Inter (em Barcelona) não meteu o  autocarro, meteu airbus.»

Real Madrid

«Acho que o Real escolheu o perfil de treinador correcto.»

«Não preciso de provar nada.»

«O Barcelona está no mais alto nível  de sempre.»

Futebol português

«Trabalho espectacular no Braga. É uma enorme  satisfação ver o sucesso que teve (o Domingos). Trabalho fantástico.»

«O Porto não é campeão (…) para gente ganhadora,  para gente que gosta de ganhar é um cenário dramático. O Porto vai seguramente querer ganhar o campeonato.»

«Que corra tudo bem. Que tenha muita sorte!» (sobre AVB)

Selecção Nacional

«Portugal ser campeão do mundo, nunca o disse com grande convicção mas pensei ser possível.»
«A eliminação com a Espanha encarei-a com naturalidade, pois Espanha era a melhor equipa.»

«A melhor equipa portuguesa dos últimos tempos (a de 2004) era um bloco.»

(a tua equipa?..)

Diversos

«Não era benfiquista, nem sportinguista, nem portista» (sobre o seu clube)

«As champions marcaram-no profundamente. Gosta do Porto obviamente.» (sobre o filho)

«Nós escrevemos a letra da célebre música “os filhos do Dragão”. Escrevi eu, o Dr. Puga, Antero Henrique e o Rui Faria. Fomos nós! Demos continuidade a esta ambição de fazer o Porto campeão.» (sobre a música os “filhos do dragão”.)

Entrevista d’a Bola a José Mourinho – 1ª parte (FC Porto)

31/12/2010 – A BOLA

Entrevista realizada pelo jornal “A Bola” ao técnico português José Mourinho.

«Ganhei muito em ter ido para o FC Porto e reconhecê-lo-ei para sempre!»


«A saída do FC Porto para o Chelsea fez com que a minha vida deixasse de ser perfeita.»


1ª Parte (FC Porto)

Sobre com quem falava de futebol no Porto, em comparação com o Real Madrid.

JM: Estava habituado a trabalhar em clubes onde as minhas relações eram directas.

AB: Com o presidente?

JM: No Porto, era eu com o presidente. Nem director desportivo tinhamos.

AB: Fala com quem no Real?

JM: Prefiro falar com o presidente..

AB: Se não falar com o presidente, não tem interlocutor?

JM: Ou tenho demasiados..

Ainda comparações com o Real Madrid.

JM: Quando ganhei a Champions no pelo FC Porto, pensava que tinha sido a tarefa hercúlea da minha vida. Depois ganho com o Inter e penso ainda mais, em função dos adversários que nos apareceram e da qualidade da equipa. Pensei: ok, bati no topo. A partir de agora vai ser tudo mais fácil.

AB: É mais difícil ganhar a Champions este ano com o Real Madrid do que foi ganhar com o FC Porto ou o Inter?

JM: Não quero ir tanto nessa direcção porque a qualidade dos jogadores é superior. Quando a qualidade dos jogadores continua a ser um aspecto importante na construção de uma equipa e no desenvolvimento de uma equipa de futebol, não posso dizer isso. Seria contraditório com a qualidade da minha equipa. Nunca tive um Cristiano Ronaldo nas minhas equipas anteriores, nunca tive um Xabi Alonso a fazer passes de 40 metros de olhos fechados.

JM: Em tudo que é estrutura à volta de uma equipa e as estruturas que contribuem para que uma equipa ganhe, é uma missão mais difícil.

AB: Até pode ser Mourinho a ajudar o clube a mudar?

JM: Espero que sim. Foi para isso que vim.

AB: O FC Porto tem uma estrutura que protege a equipa. É uma estrutura mais forte do que a que encontrou no Real Madrid?

JM: Encontrei o FC Porto que dominou em Portugal nos últimos 20 anos. com uma estrutura mental, emotiva e princípios básicos. O que aconteceu quando eu lá estive foi uma modernização dessas estruturas, uma modernização da estrutura mental que dominava todas as outras.

AB: Foi iniciada por si?

JM: Acho que sim. Com gente de grande competência, inteligência e dedicação.

Os melhores jogadores do campeonato português segundo José Mourinho

AB: Esta época tem-lhe despertado o olho para algum jogador no campeonato português?

JM: Quando foi a eliminatória do SC Braga com o Sevilha gostei muito do Sílvio. Nem o conhecia, nem sabia que era português, quantos anos tinha. É o tipo de lateral de que gosto: sabe defender, fechar os espaços interiores, tem qualidade, técnica, virtuosismo, gosta de atacar. Gostei muito.

JM: Depois os outros são jogadores que conhecemos. Falcao é óptimo atacante e Hulk também. São grandes em Portugal, mas se forem para o estrangeiro também têm condições para vencer.

«No FC Porto, o normal é ganhar, o anormal é não ganhar»


«É um clube (o FC Porto) que, no futebol português, está feito para ganhar.»


Sobre o campeonato português

AB: Sente que no final de uma primeira época com bons resultados há o perigo de a segunda não ser tão boa?

JM: As exigências e os desafios são diferentes. Lembro-me que na minha segunda época no FC Porto decidi mudar o sistema de jogo.

AB: Está surpreendido com o desempenho de André Villas-Boas?

JM: Não.

AB: Porquê?

JM: Porque no FC Porto, o normal é ganhar, o anormar é não ganhar.

AB: Qual acha que é a contribuição dele para o actual desempenho e resultado da equipa?

JM: É a contribuição de qualquer treinador do FC Porto, obviamente. O treinador que ganha tem a responsabilidade na vitória, o treinador que perde tem responsabilidade na derrota. E nos últimos anos, no FC Porto, os treinadores que têm feito a diferença não são aqueles que ganham os campeonatos, são aqueles que não ganham os campeonatos.

AB: Mário Wilson dizia que quem treina o Benfica arrisca-se a ser campeão. É o mesmo com o FC Porto?

JM: Também tem de ter mérito. Mas é um clube que, no futebol português, está feito para ganhar.

(em actualização)

Entrevista a José Mourinho (Público) – 2ª parte

“Parece-me lógico que os adeptos do FC Porto tenham amor por mim”

José Mourinho conquistou quase tudo o que tinha para conquistar ao serviço do FC Porto. Mas a sua saída do clube não aconteceu da melhor forma. O técnico comenta a relação que existe si e os adeptos do FC Porto.

Como estão as suas relações com Pinto da Costa? Ainda hoje, os adeptos do FC Porto parecem manter consigo uma relação de amor e ódio…

Diz-me que os adeptos do FCPorto têm amor por mim. Parece-me lógico, pois fui o treinador que chegou com a equipa em crise e que, em dois anos e meio, ganhou a Taça Uefa, a Champions, dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Parece-me, portanto, normal que gostem de mim. Quanto ao ódio… Só se queriam que eu ganhasse também a Taça Intercontinental. Mas isso era fácil, bastava ganhar a uns colombianos e o FC Porto fê-lo sem mim. Por isso, não vejo razão para me odiarem. Quanto ao presidente… um grande presidente!

“Se algum dia for seleccionador direi não aos naturalizados”

José Mourinho já disse mais do que uma vez que, na parte final da sua carreira de treinador, gostaria de ser seleccionador de Portugal. Enquanto esse tempo não chega, o técnico vai estando atento ao percurso da equipa nacional.

Como viu a carreira de Portugal no apuramento para o Mundial 2010? Chegou a desacreditar?

Portugal qualificou-se e ponto final! O objectivo foi conseguido.Tenho de dar os parabéns a todos quantos contribuíram para ele ser alcançado. Foi menos fácil do que se esperava? Sim, é certo, foi um sufoco inesperado, mas qualificou-se.

Concorda com a utilização de jogadores naturalizados?

Não sou ninguém para concordar ou discordar, porque quem está nos centros de decisão é que tem legitimidade total para decidir. Mas se algum dia for seleccionador, direi não aos naturalizados.

O que Portugal pode ambicionar na África do Sul?

Pode ambicionar tudo, porque tem potencial. Mas as dificuldades estão ali e não chegarmos à fase terminal da prova não pode ser visto como um fracasso. Há selecções com maior potencial. Deixemos o seleccionador e os jogadores trabalharem sem pressões e eles farão o melhor possível.

Quem vai ganhar e quem pode ser surpresa no Mundial?

Surpresa? Não sei… Uma equipa africana chegar aos “quartos”, a uma meia-final? Quem vai ganhar? Os mesmos de sempre que ganham ou cheiram os títulos… Mais a Espanha de Xavi e Iniesta.

“O Inter joga mal? Em Inglaterra há quem jogue bem e não ganhe nadinha”

Nnão gosta ouvir e ler que os espectáculos futebolísticos proporcionados pelo Inter de Milão deixam algo a desejar. Contrapõe com as vitórias e os golos obtidos pela sua equipa e dá o exemplo de Inglaterra, onde há quem jogue bem e não ganhe “nadinha”. Sobre Quaresma, garante que ele acabará por se impor no Inter de Milão.

Não teme vir a ficar conhecido como um bom treinador que ganha mas que não dá espectáculo?

O Inter, como todas as minhas equipas, ganha mais vezes que os outros, marca mais golos, sofre menos golos, ganha mais títulos, por vezes até goleia e constrói resultados incríveis como, por exemplo, este ano, as vitórias por quatro e cinco a zero sobre o AC Milan e o Genova. Joga mal? Olhe para Inglaterra, onde há equipas que jogam muito bem e não ganham nadinha há já uns anitos.

Porque não se conseguiu impôr Quaresma? Vai sair em Dezembro?

Quaresma não se impôs do mesmo modo que não se impuseram Diego, Filipe Melo, Huntelaar, Julio Baptista e tantos outros. O futebol italiano não é fácil, principalmente para jogadores ofensivos. É necessário ter forte mentalidade para aguentar a adaptação e o tempo que esta exige. Mas o Quaresma vai conseguir, estou seguro disso.

Concorda que o Inter começa a ser demasido dependente de poder contar ou não com Sneijder?

Dependente de Sjneider? Sem dúvida! É um jogador com um perfil único neste plantel. Sem ele, somos obrigatoriamente diferentes. É curioso verificar que um jogador super-nuclear para nós tenha sido um dispensado do Real Madrid…

Como tem observado o campeonato português?

Vejo pouco, apenas uns joguinhos, um ou outro resumo, vejo os resultados…

Há jogadores na Liga portuguesa que podem chegar aos clubes europeus de top? Quais? Quais gostaria de contratar?

Portugal produz sempre bons jogadores e consegue sempre chegar a mercados acessíveis e a jogadores que, depois, se tornam muito apetecíveis para os campeonatos onde há dinheiro. Portugal será sempre fonte de interesse para nós. Mas não falo em nomes.

Entrevista a José Mourinho (Público)

25/12/2009

“Dois anos no FC Porto habituaram-me mal”

José Mourinho deu uma entrevista ao PÚBLICO onde fala dos dias conturbados que vive em Itália, mas também da sua opinião sobre jogadores naturalizados na selecção portuguesa ou da relação que muitos adeptos do FC Porto mantêm com ele.

“Dou o peito às balas e sempre darei. Nasci assim no futebol e vou morrer assim. Mas também lhe confesso que sabe bem, de vez em quando, ver aparecer alguém com um colete à prova de balas! Dois anos no FC Porto habituaram-me mal…”. A frase é de José Mourinho e faz parte desta entrevista, que o técnico do Inter de Milão concedeu ao PÚBLICO por e-mail. O mote principal foram as críticas de que Mourinho tem sido alvo nos últimos tempos na imprensa italiana, que ainda há dias o acusava de ter insultado e agredido um jornalista. Mourinho explicou o incidente, pediu desculpa, mas garante que o seu comportamento tem sempre um objectivo: “A defesa dos interesses do meu clube, sem nunca me preocupar com o que dele resulta para a minha imagem”. De resto, desvaloriza as informações de que a sua continuidade à frente do campeão italiano estará dependente da conquista da Liga dos Campeões. “O meu lugar está sempre em perigo, porque treino sempre clubes que muitos querem treinar…”.

Foi acusado de ter agredido “verbal e fisicamente” o jornalista Andrea Ramazzotti, do Corriere dello Sport, no final do jogo do Inter de Milão com a Atalanta, em Bergamo (que viu das bancadas por estar castigado). O que aconteceu?

Já referi o que se passou. E o que se passou foi consequência de um processo. Mas explico de novo. Há meses que digo no clube que não quero ver junto à porta do nosso autocarro um jornalista que espera a chegada dos nossos jogadores. Este deve ser um espaço reservado, até porque, depois de um jogo, com as emoções dele resultantes, pode dizer-se qualquer coisa… Depois dos jogos, os jornalistas têm o seu espaço para trabalhar, na sala de imprensa, na zona mista… Por isso, disse que não o queria ali e disse-o também ao senhor jornalista, porque era sempre o mesmo, várias vezes. Mas, pela milésima vez, em vez de lhe dizer ‘que faz o senhor aqui?’, disse ‘que faz aqui este fdp…?’. Não houve nem agressão física nem sequer tentativa de agressão. Já admiti que errei e que não devia ter dito o que disse, mas apesar disso, para mim foi uma coisa “simples” e facilmente solucionável por dois homens. Desde que, claro, nenhum deles quisesse transformá-la num facto de dimensão mundial.

A Associação de Jornalistas Italianos pediu que o presidente do Inter e a federação italiana tomassem “medidas enérgicas” contra si. Moratti sublinhou que a situação não lhe agradava, mas que pretendia primeiro perceber o que queriam dizer com “medidas enérgicas”. Como entendeu esta declaração do presidente do seu clube?

Digo sempre e repito: presidente é presidente e pode fazer o que quiser e dizer o que entender. Eu não sou ninguém para comentar os seus actos e declarações.

Mesmo que isso não seja uma novidade na sua carreira, o que é que explica tantos problemas com os jornalistas? Sente-se perseguido? Não acha que isso também resulta do seu comportamento?

O meu comportamento tem sempre um objectivo — a defesa dos interesses do meu clube, sem nunca me preocupar com o que dele resulta para a minha imagem. Será um defeito ou uma virtude? Pergunte a quem trabalhou comigo no passado.

O La Stampa escreveu o seguinte sobre si: “Quatro expulsões num ano confirmam a alcunha de Special One: nenhum técnico em Itália o tinha conseguido”… Há má vontade dos árbitros contra si ou você é que estava mal habituado?

Quatro expulsões? Olho para o banco do lado e vejo comportamentos que não são sequer comparáveis aos meus. Chamo é a sua atenção para este facto: na prática, sou o único treinador estrangeiro a trabalhar na Série A, porque Leonardo será mais italiano que brasileiro, dado pertencer a um núcleo deste futebol, quer pelos anos em que nele está inserido e também por ter trabalhado na imprensa italiana bastante tempo. É vida difícil, sim senhor…

Antes, tinha sido o Corriere dello Sport a garantir que o seu lugar estaria em perigo se não tivesse ganho ao Rubin Kazan e tivesse falhado o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Sentiu isso?

O meu lugar está sempre em perigo, porque treino sempre clubes que muitos querem treinar, porque deixo sempre equipas montadas para anos futuros, porque deixo sempre condições de trabalho e estruturais óptimas para quem chega de novo. Mas se o meu lugar está em perigo depois de ter vencido o campeonato, estar novamente a liderá-lo e me ter qualificado para a Champions… imagine como estarão os lugares daqueles que ciclicamente falham objectivos.

Depois de ter sido acusado de arrogante, há agora quem diga que parece mais um homem amargurado… Isso foi também escrito em Portugal depois de você ter afirmado o seguinte a um jornalista da RTP: “Até me espanta ver cá uma televisão portuguesa, só cá vieram porque vos cheirava a esturro e cheirava-vos à possibilidade de sangue, mas o Inter continua na Liga dos Campeões”. Fica a ideia de que sente acossado e vê inimigos em todo o lado…

Não estou nada amargurado, não me sinto acossado nem vejo inimigos em todo o lado. Mas não é verdade o que eu disse? Ouça os comentários feitos aos jogos do Inter…

O Inter recorreu recentemente ao “black out”. Foi uma decisão sua ou dos responsáveis do clube?

Isso foi antes da nossa ida a Turim. Limitámo-nos a contribuir para que o jogo decorresse com total tranquilidade

No La Repubblica podia ler-se, nos últimos dias, o seguinte título: “Mourinho e L’ Itália, amore finito”. É mesmo assim?

Amore finito? Olhe, em primeiro lugar quero dizer-lhe que o meu amor pela profissão de treinador não acabará nunca. Em segundo perguntar como pode ter acabado o amor com a Itália se nunca houve amor com ela? Finalmente, digo-lhe que gosto de trabalhar aqui, que gosto dos interistas, que gosto das coisas difíceis. Por isso, estou bem.

Mas, a La Gazzetta dello Sport publicou um artigo a sugerir que você, com os últimos comportamentos, é que está a forçar de propósito a saída do Inter. A justificação, podia ainda ler-se, era que teria de pagar uma indemnização de seis milhões de euros no caso de uma rescisão unilateral. É verdade?

O clube e eu assinámos um contrato muito objectivo. Até 2012, porque queremos trabalhar juntos. Mas com uma cláusula de rescisão que o Inter me pagará caso deseje a minha saída e uma outra que eu pagarei ao Inter caso deseje sair… Tudo muito fácil e objectivo. Connosco nunca sucederá uma história interminável como sucedeu no passado com outros. Homens honestos, contratos honestos, objectividade!

No final de um jogo, você parecia saber menos da lesão de um seu jogador que o próprio jornalista. O Inter tem uma estrutura e uma organização deficientes?

O Inter tem um médico excelente que, para além de médico, é um amigo. Ele cresceu numa cultura de trabalho diferente da minha e está agora a adaptar-se a ela. Tudo bem… Com os problemas cresce-se! Eu concebo assim a maturação e funcionalidade de uma estrutura.

Tal como no Chelsea, é sempre você a dar o peito às balas. Preferia ter a rodeá-lo dirigentes com uma cultura desportiva mais belicista?

Dou o peito às balas e sempre o darei. Nasci assim no futebol e vou morrer assim. Mas também lhe confesso que sabe bem, de vez em quando, ver aparecer alguém com um colete à prova de balas! Dois anos no FC Porto habituaram-me mal…

Concordou com a troca de Ibrahimovic por Eto’o?

Não há um treinador que queira perder “Ibra” e eu não fujo a essa regra lógica, mas Eto’o é um grande jogador e agarrei-me a ele e a Milito para construir esta equipa sem “Ibra”. E a verdade é que somos líderes e continuamos na Champions.

Em Espanha, Santiago Segurola, na Marca, escreveu que o melhor que aconteceu ao Barcelona foi Juan Laporta ter escolhido Guardiola em vez de Mourinho…

Estou totalmente de acordo com Segurola. Pep está muito adaptado ao “Barça” e à sua cultura. É seguramente o melhor treinador para o “Barça” e, como disse a ele pessoalmente, espero que seja treinador do “Barça” para sempre.

Consegue antecipar as emoções que vai sentir quando voltar a entrar, em Fevereiro, no estádio do Chelsea? E acredita que vai ser bem recebido?

Vou regressar a Stamford Bridge antes da eliminatória da Champions para ver um jogo e, sobretudo, porque não quero regressar pela primeira vez àquele estádio para jogar. Nesse dia, quero estar “frio”, mas sei que não vai ser fácil. Foi uma história bonita demais… Sim, não posso esquecer que vou jogar contra os meus amigos.